Estruturas de brinquedos em tronco, propiciam atividades físicas com exercícios que estimulam o desenvolvimento de força, equilíbrio e coordenação motora.

Sociabilizando os pais e as crianças em espaços públicos de lazer e convivência, de maneira segura e saudável.  

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escorregador duplo com deque e 2 escaladas

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carrinho de pneu

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O tratamento da madeira deve ser realizado para prevenir sua deterioração, ampliando assim seu tempo de vida útil. O tratamento comumente utilizado é o químico, no qual ocorre a fixação de elementos preservativos na madeira, tornando-a mais resistente à ação de fungos e insetos, principalmente se a madeira ficar em contato direto com a água ou com o solo.

A madeira utilizada na construção é mais comum ser tratada com o produto químico CCA, o qual se fixa na madeira após o processo de tratamento. Isto significa que este produto não irá escorrer para fora da madeira. Em adição, este produto é alterado no processo de fixação, tanto que a madeira tratada não é perigosa à saúde.

Além do CCA, tem crescido em popularidade os Boratos, que são vistos como sendo mais ecologicamente corretos do que o CCA, contudo eles não se fixam na madeira. Isto significa que não podem ser utilizados em lugares que são continuamente molhados. Como o CCA, o Borato é aplicado na madeira sob pressão. Ao contrário do CCA, o Borato continuará a se espalhar dentro da madeira após o tratamento sob pressão, permitindo uma penetração mais profunda. De fato, é possível alcançar uma penetração com o Borato por toda a madeira.

Tanto o CCA como os Boratos são injetados na madeira com água. Isto significa que a madeira tratada tem um alto teor de umidade imediatamente após o tratamento e deve ser posta para secagem, até atingir uma umidade abaixo de 20%, antes de ser instalada. Além da aquisição de madeira pré-tratada, quando é sabido que o local de aplicação do produto de madeira é perigoso ao mesmo, também é possível tratar-lo no local de aplicação. Um exemplo desta necessidade é quando um pedaço de madeira tratado é cortado.

Este corte exporá a parte interna não tratada, então, este deverá ser pintado ou mergulhado em algum produto preservativo. Tratamentos de campo não têm a mesma eficiência do que o feito sob pressão, embora ofereçam uma significante proteção à extremidade.

Cobre e Zinco são os dois preservativos mais comuns usados nos tratamentos de campo. Outro exemplo de tratamentos de campo são os de problemas de apodrecimento em edificações existentes. Quando houver madeiramento com suspeita da presença de fungos, este pode ser tratado com uma combinação de glicol-borato como uma medida profilática. Sempre se devem tratar os cortes feitos no local da construção para que não ocorram problemas futuros e gastos adicionais.

Madeira tratada

Quando a madeira for exposta ao tempo ou constantemente molhada, ou onde há ocorrência de cupins, a resistência a falência da estrutura deve ser considerada.

Considerando que hoje, as madeiras naturalmente mais duráveis (nobres) estão cada vez mais escassas pela dificuldade de reflorestamento, o tratamento em madeiras naturalmente menos duráveis, mas que têm ótima capacidade de crescimento e é por isso que são mais frágeis, é o método mais comum para assegurar uma longa vida em condições favoráveis ao apodrecimento e ao ataque de cupins.

A madeira devidamente tratada tem uma vida útil 5 a 10 vezes superior a uma não tratada. Esta extensão da vida útil economiza o equivalente a 12,5% do desmatamento das florestas canadenses anualmente, segundo dados deste país.

A deterioração ocorre porque um organismo está comendo a madeira para se alimentar. Os produtos preservativos tornam este alimento venenoso para estes organismos. Um pedaço de madeira tratada tem a parte externa tratada e a parte interna não tratada, portanto, enquanto esta parte externa estiver intacta a parte interna estará protegida.

A madeira tratada é freqüentemente utilizada como dormentes de ferrovias, postes, pilares de atracadouros, decks, cercas e outras aplicações exteriores.

Vários métodos de tratamento e tipos de produtos químicos estão disponíveis, dependendo dos atributos requeridos da utilização e do nível de proteção necessária.

A “chave do sucesso” do processo de tratamento é a quantidade de preservativo impregnado na madeira (chamado retenção) e a profundidade de penetração. Estas características do tratamento estão especificadas em padrões de resultados.

Métodos de tratamento

Há dois métodos básicos de tratamento: com ou sem pressão. O método sem pressão consiste na aplicação de produto preservativo por brocha, spray ou banho da parte a ser tratada. Estes métodos são tratamentos superficiais que não resultam em penetração profunda ou larga absorção do preservativo. O uso é restrito a aplicações em obra durante a construção ou à tratamentos preventivos em madeiras já instaladas.

Um dos produtos preservativos para estes tratamentos é o Glicol-borato. O glicol ajuda o Borato a penetrar na madeira seca, eliminando a atividade de qualquer fungo. A penetração deste preservativo é limitada e a função mais importante é prevenir fungos não detectados no local, evitando seu crescimento.

Uma penetração mais profunda é atingida através da injeção do preservativo nas células da madeira por pressão. Várias combinações entre pressão e vácuo são usadas para atingir níveis adequados de produto químico dentro da madeira.

Os produtos preservativos para tratamento sob pressão consistem em princípio(s) químico(s) misturado(s) em solvente. O solvente pode ser tanto água como óleo.

O preservativo à base d’água tem se tornado popular nos últimos 20 anos, devido à ausência de odor, superfície da madeira mais limpa e a capacidade de pintar e tingir os produtos de madeira.

O preservante mais comum utilizado é o Cromo Cobre Arsênio (CCA). O cobre funciona como primeiro fungicida, o arsênio como segundo fungicida e como inseticida e o cromo é um fixador que também provê resistência aos raios ultravioleta. O CCA é aplicado na madeira em uma solução de água e reage quimicamente com a madeira tornando-se virtualmente insolúvel. Esta reação é chamada fixação.

A norma canadense determina que toda madeira tratada deve ser testada para se assegurar a completa fixação antes que esta deixe o local de tratamento. Em sua maioria, a madeira tratada com CCA contém 1,5% do seu peso em preservativo, mas normalmente o peso total é expresso em Kg/m³.

Amônia Cobre Arsênio (ACA) e Amônia Cobre Zinco Arsênio (ACZA) são alternativas ao CCA, mas com alguns limites nas aplicações, principalmente em ambientes marinhos. Amônia Cobre Quaternário (ACQ) é alternativa ao CCA que originalmente foi patenteado no Canadá, mas tem sido comercializado no EUA, Europa e Japão por vários anos.

O ACQ contém cobre como primeiro fungicida e um composto quaternário de amônia como segundo fungicida. Este composto é um sulfato e alguns tipos de sulfatos são utilizados na limpeza de tubulações de fábricas de cerveja e laticínios. Outros são encontrados em produtos de limpeza e colírios.

Os Boratos são outra classe de preservativos recentemente introduzidos. Estes são incolores, sem odor, menos tóxicos ao homem e capazes de penetrar mais profundamente na madeira verde. Seus usos são limitados às aplicações que devem ser protegidas da chuva e outras fontes de umidade. Isto inclui montantes de madeira utilizados em áreas de cupins e reparos de montantes apodrecidos em edificações com vazamentos onde a principal fonte de umidade já foi eliminada.

A Creolina, mais conhecida como preservativo de óleo preto, é o método preservativo mais antigo ainda em uso. É utilizada exclusivamente em dormentes de ferrovias, onde sua resistência à umidade é uma grande vantagem. O Pentaclorofenol é principalmente utilizado em postes onde a superfície fica oleosa, o que é muito útil no momento de subir nos postes.

Autor: André Morais – Engenheiro

Fonte: http://goo.gl/bOMqSn

Atividades físicas e motoras para crianças

 

    O desenvolvimento é um processo contínuo, iniciando na concepção e termina com a morte. Ele inclui todos os aspectos do comportamento do homem. (GALLAHUE; OZMUN, 2003, 6).

    Já à infância é entendida como um período de grande importância para o desenvolvimento motor, sobretudo porque é nesta fase que ocorrem o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais, que servirão de base para o desenvolvimento das habilidades especializadas que o indivíduo utilizará nas suas atividades cotidianas, de lazer ou esportivas (GALLAHUE; OZMUN, 2003, 232).

    O desempenho motor na infância se caracteriza pela aquisição de habilidades motoras, possibilitando assim que a criança tenha um amplo domínio de seu corpo em posições posturais, em locomoção e manipulação de objetos e instrumentos. A coordenação motora estuda as mudanças qualitativas e quantitativas das ações motoras do ser humano no decorrer da vida. (SANTOS; DANTAS; OLIVEIRA, 2004).

    Toda criança gosta de correr, pular, saltar, enfim, praticar esportes e atividades físicas. Nestas atividades onde a criança se diverte, ela também melhora sua qualidade de vida (BORTONI; BOJIKIAN, 2007). A melhora das capacidades físicas com a prática do esporte é benéfica ou maléfica (ALVES; LIMA, 2008).

    Os malefícios da atividade física são tão importantes quanto os benefícios, afinal, se feito de forma inadequada, atrapalha o crescimento e o desenvolvimento natural da criança, além de traumas e fraturas. Por outro lado, as melhoras a prevenção da obesidade e incremento da massa óssea, e se feito corretamente, ajudam também o crescimento e desenvolvimento da criança (ALVES; LIMA, 2008).

    Estudos também apontaram uma melhora nas capacidades físicas, como a melhora da velocidade, da coordenação motora e da agilidade em crianças tanto praticantes sobre as não praticantes de esportes (BUZOLIN NETO et al, 2009).

    Este estudo te por objetivo verificar a melhora da coordenação motora geral ou grossa, onde se utiliza os grandes músculos, querendo observar se a prática da atividade física ou esportes, regularmente, melhora ou piora o desenvolvimento motor das crianças que praticam estas atividades.

2.     Desenvolvimento motor

    O desenvolvimento motor é o processo de mudanças no comportamento motor, envolvendo tanto a maturação do sistema nervoso central, quando a interação com o ambiente e os estímulos dados durante o desenvolvimento de cada indivíduo. (OLIVEIRA, 2006).

    Observa-se então que o desenvolvimento motor apresenta uma ordem seqüencial, semelhante em todas as crianças, relacionada com o aprimoramento do controle motor, desde a fase do nascimento até a fase adulta (GIODA; RIBEIRO, 2006).

    O mesmo abrange a aprendizagem motora, que segundo Schmidt e Wrisberg (2001, 190), são as mudanças em processos internos que determinam a capacidade de um indivíduo para produzir determinada tarefa motora, com a prática, o nível da aprendizagem aumenta.

    O processo da maturação é utilizado para descrever os eventos que marcam o início e o fim do desenvolvimento humano, sendo este o processo em condições normais, devendo ser contínuo até que se alcance a maturidade como seu produto final (MACHADO; BARBANTI, 2007).

    Segundo Andrade (2004), desde que nascemos à maturação do sistema nervoso possibilita o aprendizado progressivo de habilidades, isto é, à medida que uma determinada área cerebral amadurece, a pessoa exibe comportamentos correspondentes àquela área madura, desde que tal função seja estimulada.

    Cada criança possui um repertório motor variado. Esse repertório pode ser mais desenvolvido ou menos. O desenvolvimento está relacionado com experiências e vivências de qualidade que esta criança possui. Quanto maior o número de experiências, maior será o desempenho realizado por elas (PAIM, 2003).

3.     Desenvolvimento motor em crianças

    Quando as crianças nascem, as regiões do cérebro relacionadas às funções básicas já estão bem desenvolvidas, permitindo o sono e a vigília, a atenção e habituação, também a eliminação de urina e fezes (GIODA; RIBEIRO, 2006).

    Os movimentos iniciais e bastante simples do recém-nascido se alteram e tornam-se mais variados e complexos, evoluindo a cada estágio. Mesmo com individualidades, o aprendizado de movimento é muito parecido e segue padrões comuns (GIODA; RIBEIRO, 2006)., porém, Santos et al (2004) concluíram que o padrão de desenvolvimento motor não é universal, onde em estudos compararam o desenvolvimento de crianças brasileiras e americanas, e constataram que, de maneira geral, os brasileiros tinham uma maior evolução nos primeiros oito meses, seguido de uma relativa estabilização.

    O desenvolvimento motor na infância é caracterizado pela aquisição de muitas habilidades motoras, possibilitando a criança o domínio de seu corpo em diferentes posturas, além de possibilitar a locomoção pelo meio ambiente de formas variadas, como andar, correr, saltar, etc., e manipular objetos, como arremessar uma bola. Estas habilidades básicas são conseguidas nas rotinas, tanto na escola quanto em casa (SANTOS et al, 2004).

    O processo do desenvolvimento motor é apresentado através de fases, como a dos movimentos reflexos, rudimentares, fundamentais e especializados. Para cada uma delas, são indicados estágios com idades cronológicas correspondentes (PAIM, 2003). Gallahue e Ozmun (2003, 98) caracterizam os movimentos como: estabilizadores, onde a criança é envolvida em constantes esforços contra a gravidade, na tentativa de manter a postura vertical, sendo através desta que as mesmas ganham um ponto de origem na exploração do espaço; locomotores, onde a uma mudança na localização do corpo em relação ao ponto fixo, envolvendo a projeção do corpo no espaço pela mudança de posição ao caminhar, correr ou saltar; e os manipulativos, que são as tarefas de arremessar, chutar, os movimentos mais grossos. Os três movimentos combinam-se na execução das habilidades motoras na sua vida.

    As fases do movimento fundamental são divididas em três estágios: inicial, elementar e o maduro. O primeiro estágio é o inicial, que representa a primeira meta que a criança irá tentar executar, um padrão de movimento fundamental; seriam as crianças de dois anos de idade. O estágio elementar envolve maior controle e coordenação rítmica dos movimentos fundamentais. Muitas crianças tendem a avançar para este estágio através de sua maturação, porém, algumas pessoas não conseguem desenvolver este estágio em muitos padrões, permanecendo assim por toda a vida. E o terceiro estágio é o maduro, onde é mecanicamente eficiente, coordenado e de execução controlada. Entre os cinco ou seis anos, as crianças já estão neste estágio, com grande parte das habilidades fundamentais desenvolvidas. (GALLAHUE; OZMUN, 2003, 104).

    Para Pazin, Frainer e Moreira (2006), o desenvolvimento infantil sofre forte influência de fatores intrínsecos e extrínsecos. O ambiente em que as crianças vivem, sua alimentação, seu espaço para os jogos e brincadeiras, sua oportunidade de socialização e sua educação formal através da escola, dentre outros, constituem uma série de elementos que participarão do desenvolvimento da criança.

    Muitas crianças obesas não agüentam a exclusão em suas atividades diárias e acabam, por muitas vezes, abandonando hábitos de vida saudáveis e que, geralmente nessa faixa etária, está relacionado com as atividades desportivas e em grupos. Sendo assim a criança, ao invés de estar participando de escolinhas desportivas e atividades elas passam a exercer atividades em casa, como jogar videogame, assistir desenho animado, atividades que não possibilitam vivencias motoras amplas, limitando o desenvolvimento de capacidades motoras que estão latentes nesse período de vida, e que precisam ser estimuladas (PAZIN, FRAINER e MOREIRA, 2006).

    Segundo Leite (2002) é necessário um programa de Educação Física no sentindo de propiciar as crianças, experiências motoras que venham a facilitar posteriormente elas em suas atividades e em sua vida.

4.     Esporte no desenvolvimento motor das crianças

    O domínio das habilidades motoras fundamentais é básico para o desenvolvimento motor de crianças. As experiências motoras, em geral, fornecem múltiplas informações sobre a percepção que as crianças têm de si mesmas e do mundo que as cerca. (GALLAHUE & OZMUN, 2001, p. 258). Mutti (2003) afirma que o desenvolvimento motor das crianças pressupõe várias experiências motoras que devem ser construídas no tempo e hábitos.

    Os benefícios da prática de algum esporte para a criança são diversos e Gomes (2010) observa que:

    Ao participar de atividades corporais, a criança libera sua energia acumulada e, desta forma, consegue evitar a obesidade. A oxigenação no sangue e no cérebro aumenta o que colabora para o melhor raciocínio. Ocorre o desenvolvimento muscular e a flexibilidade e conseqüentemente melhora suas capacidades corporais. Ele ainda se destaca que com estas ações motoras é possível oferecer ampla oportunidade de aquisição de habilidades, aperfeiçoando suas capacidades físicas.

    Um dos benefícios imediatos de maior magnitude que a prática de atividade física oferece para crianças e adolescentes é a melhora da aptidão física relacionada à saúde. Benefícios advindos da melhora na aptidão cardiorrespiratória, força muscular, flexibilidade e composição corporal contribuem para a melhora das atividades da vida diária nessa faixa etária (DE ROSE JR., 2009).

    Há alguns autores que relatam benefícios em um esporte específico, assim Gomes (2010) afirma que o atletismo permite desenvolver capacidades físicas como resistência, força, flexibilidade, velocidade e impulsão, além de estimular o raciocínio, a percepção e a agilidade, devendo estar presente na Educação Física Escolar. De acordo com Cyrino (2002) nas partidas de Futsal há uma grande intensidade de movimentação que abrange os participantes de forma geral e leva a um elevado gasto de energia, pressupondo uma solicitação metabólica e neuromuscular elevada, o que evidencia as contribuições de esporte para o desenvolvimento motor.

    Sabe-se que necessariamente ao longo do processo de formação do atleta a especialização irá acontecer, mas quando acontece precocemente, estamos cerceando o direito de a criança desenvolver padrões de movimentos gerais, básicos ou essenciais para o seu desenvolvimento motor. Além disso, carregam as implicações de serem considerados “mini adultos”, trazendo consigo todos os anseios, as pressões, as cobranças, a preocupação com o rendimento, em fases que o chamariz deve ser o brincar, o aprender, o prazer em praticar o esporte. (VINHÃO, 2009)

    Paes (1996) aponta que devido à cobrança excessiva por resultados positivos em competições, nas categorias de base, os jovens são avaliados por suas capacidades físicas, pelo seu desenvolvimento diferenciado comparado as outras crianças ou jovens, levando-os a exercer uma determinada função ou posição específica, a qual, conseqüentemente, implicará no treinamento limitado das especificidades técnicas daquela posição. No entanto, uma criança pode apresentar uma variação de até três anos no desenvolvimento físico (BARBANTI, 2005).

    Segundo Benda (2006), as crianças na prática esportiva são cobradas para ter comportamento de adulto e o alto rendimento precoce sugere um risco de abandono também precoce. Poderá haver possíveis implicações para a criança: fisiológica, neuromuscular, cognitiva e moral, e psicossocial (TANI, 2001).

    A prática esportiva competitiva iniciada precocemente pode ocasionar a saúde corporal das crianças, problemas ósseos, articulares, musculares e cardíacos, dependendo da especialidade esportiva e do tipo de metodologia trabalhada. Destacam-se sobremaneira as atividades tecnicamente mais complexas que empregam um grande número de repetições de gestos técnicos visando uma duração muito elevada diariamente e semanalmente, com ênfase na automatização e aperfeiçoamento do movimento, considerando assim como de tipos de risco físico (VOSER, VARGAS NETO e VARGAS, 2007).

    Há também casos onde médicos ortopedistas pedem para alguns pararem de jogar por causa de lesões nos joelhos, no tornozelo, na coxa, arrancamento de tendões junto à inserção óssea e até mesmo fraturas, devido a criança não apresentar maturação óssea equivalente, pois tem que tratar urgentemente (NEGRÃO, 1980, apud LEITE, 2006).

    Para Voser (2007) a prática intensa de um esporte competitivo ocasiona uma especialização precoce e traz possíveis riscos em quatro grandes áreas que são riscos de tipo físico, psicológicos, motrizes e riscos de tipo esportivo.

    Dentro deste contexto, as crianças são submetidas a exercícios extremamente desgastantes, cópias fidedignas do treinamento dos adultos, onde realizam inúmeras repetições do mesmo movimento fora do contexto de jogo, com o objetivo de aprimorar ou refinar a técnica específica do esporte, em fases em que a maturação do organismo e a base motora não foram suficientemente desenvolvidas (VINHÃO, 2009).

    Na infância, como nas atividades mais maduras, um aumento no programa de atividades físicas conduz alguns custos e riscos. Contudo, se a atividade física é mantida em um nível moderado, tais riscos não são altos, e são consideradas positivas por influenciar nos problemas do excesso de peso, desenvolvimento físico e psicossocial da criança com potencial para estabelecer hábitos de saúde, isso deverá acrescentar muito para a qualidade de vida nos anos futuros (SHEPARDH, 1995).

5.     Conclusão

    Tendo como base a revisão literária, podemos chegar à conclusão que há benefícios na criança com a prática correta de esportes ou simples atividade física, como a melhora do sistema cardiorrespiratório, força muscular, agilidade e flexibilidade e melhora da percepção de si mesma, em contra partida há os malefícios que podem ocorrer quando se começa um trabalho muito precocemente e de forma errada para a idade respectiva podendo acarretar lesões, fraturas, prejudicando o desenvolvimento dos padrões gerais e treinamentos muito limitados acabam fazendo com que a criança não desenvolva outras habilidades, junto a isto vem às pressões, cobranças, anseios prejudicando a evolução da criança no meio esportivo. Portanto as atividades mais indicadas para a criança principalmente quando a mesma inicia cedo as práticas de algum esporte deverão ser atividades prazerosas, que não as prejudique fisiologicamente e psicologicamente, mas ao mesmo tempo fazendo com que ela melhore suas habilidades corporais, ou seja, atividades mais lúdicas onde o professor poderá melhorar o desenvolvimento motor da criança sem pressões e cobranças.

Referências

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  • ANDRADE, Alexandro; LUFT, Caroline di Bernardi; ROLIM, Martina K. S. B. O desenvolvimento motor, a maturação das áreas corticais e a atenção na aprendizagem motora. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano 10, Nº 78, Novembro de 2004. http://www.efdeportes.com/efd78/motor.htm

  • BENDA, Rodolfo. Curso de desenvolvimento motor: Base para a Iniciação Esportiva. 2006. Disponível em: http://www.eeffto.ufmg.br/gedam/apresentacao/apresentacao11.pdf. Acesso em: 28 out. 2011.

  • BORTONI, William Luiz; BOJIKIAN, Luciana Perez. Crescimento e Aptidão Física em escolares do sexo masculino, participantes de programa de iniciação esportiva. Brazilian Journal of Biomotricity. Novembro 2007.

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  • GALLAHUE, David L.; OZMUN, John C. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. São Paulo, Phorte Editora, 2003.

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  • GOMES, Leonires Barbosa. Atletismo como Esporte Base no Desenvolvimento Motor. Faculdades Integradas de Jacarepaguá – FIJ, Brasília-DF, 2010.

  • GONÇALVES, Clair J. Iniciação esportiva em uma escolinha de futsal de uma cidade do Vale do Rio dos Sinos. Universidade Feevale, Novo Hamburgo, 2010.

  • LEITE, Hélia S. F.. Crescimento somático e padrões fundamentais de movimento: um estudo em escolares. Dissertação (Mestrado) da Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências. Rio Claro, 2006.

  • MACHADO, Dalmo R. L.; BARBANTI, Valdir J. Maturação esquelética e crescimento em crianças e adolescentes. Rev. Bras. Cineantropom. Desempenho Hum. 2007.

  • NETO, João B. de Almeida. Especialização precoce – O vilão do futebol?. Disponível em http://www.marceloalbino.com.br/artigos/ESPECIALIZACAO%20PRECOCE%20NO%20FUTEBOL.pdf. Acesso em: 28 out. 2011.

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  • PAIM, Maria C. C. Desenvolvimento motor de crianças pré-escolares entre 5 e 6 anos. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano 8, Nº 58, Março de 2003. http://www.efdeportes.com/efd58/5anos.htm

  • PAZIN, Joris; FRAINER, Deivis E. S.; MOREIRA, Daniela. Crianças obesas têm atraso no desenvolvimento motor. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano 11 – N° 101 – Outubro de 2006. http://www.efdeportes.com/efd101/criancas.htm

  • SANTOS, Suely; et al. Desenvolvimento motor de crianças, de idosos e de pessoas com transtornos da coordenação. Rev. paul. Educ. Fís., São Paulo, v.18, p.33-44, ago. 2004.

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  • VOSER, R. C.; NETO, F. X. V.; VARGAS, L. A. M. A criança submetida precocemente no esporte: benefícios e malefícios. Futsal Brasil, 2007.

 

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